No âmbito da visita de estudo ao Oceanário realizada no passado dia 3, os alunos do 5ºano realizaram uma produção escrita, na qual se pretendia que inventassem uma história cujas personagens fossem animais dos oceanos pacífico e índico. Seguem as três melhores histórias da turma A.
Carolina Pinto Coelho Ramada Leite - 5º A- Salvação do Pinguim do Índico
Olá! O meu nome é Branca e sou um pinguim do Pacífico. A minha cor é branca, cor de neve, tenho uma forma aproximadamente oval e sou revestida por penas. Vou-vos contar uma história que se passou comigo.
Numa manhã de Sol, estava eu a nadar no mar, recebo uma informação misteriosa, que dizia que o pinguim mais novo do Índico estava em vias de extinção, porque os Homens andavam a pôr petróleo nas águas das praias da Índia. Logo que eu vi a informação, localizei o pinguim e fui tentar salvá-lo.
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Tive que nadar tanto que nem imaginam! Passados dias e noites, cheguei ao sítio onde o tinha localizado, e fiquei entusiasmada. De seguida, cheguei a uma ilha onde encontrei esse mesmo pinguim, e perguntei-lhe:
- Olá, és tu a espécie de pinguim que está em extinção?
- Sim, sou, e preciso de muita ajuda para salvar os pinguins da minha espécie!
- Então chegou a pessoa certa! – disse-lhe eu, e continuei.
- Diz-me onde estão os teus amigos para eu vos levar a todos, depressa! – Ele disse-me:
- Estão todos naquela ilha ali ao fundo, estás a ver? – Eu respondi:
- Sim, olha, vem comigo buscá-los para irmos até ao Pacífico!
- Está bem! – Respondeu ele.
E lá fomos nós muito rapidamente buscar os amigos.
Quando chegámos à ilha, agarrámos neles para irem ao Oceano Pacífico. Demorámos de novo dias e noites, até que chegámos.
Parámos na areia macia da praia e ficaram-me muito agradecidos e perguntaram-me se podiam ficar cá, e claro que eu respondi que sim.
E assim os pinguins do Índico já não estão em vias de extinção.
E esta é a história que eu vos queria contar, e até hoje tenho aqui estes simpáticos pinguins do Oceano Índico.
Isabel Burguete 5ºA - Uma Grande Aventura no Mar
Olá! O meu nome é Isabel, sou um peixe palhaço e vivo no oceano Pacífico. Um dia, eu estava a desentorpecer as barbatanas com a minha amiga Vera (que é uma tartaruga) e senti o mar com a corrente muito forte. Foi então que passou o pai da Vera que tinha estado numa viagem ao Índico com a sua mulher e disse:
-Vera, a tua mãe está em perigo! Estávamos na nossa viagem e de repente o mar ficou muito forte e ela não teve força para vir para cá.
-Oh, meu Deus! – disse a Vera – como é que isso foi acontecer? Eu vou já começar a nadar para lá e vou salvá-la. Vens comigo Isabel?
Depois do meu consentimento, partimos e com aquela forte corrente chegámos ao Índico depressa. As praias estavam um caos devido à força das águas e vimos na areia uma tartaruga que nos era bem familiar... A mãe da Vera! Ela estava a andar na areia e cada vez que vinha uma onda, ela protegia-se na sua carapaça. Depressa percebemos o que ela estava a sentir... medo. Rapidamente nadámos para ao pé da areia, mas eu não pude avançar muito porque não consigo respirar à tona. Fiquei à espera que a Vera regressasse rezando para que a sua mãe estivesse bem. E assim foi, ela voltou e a mãe dela estava um pouco cansada mas de boa saúde. Voltámos para o Pacífico onde o pai da Vera nos esperava preocupado. Quando nos viu às três, não há maneira de descrever a sua alegria. Depois de muitos abraços, explicámos à mãe da Vera como a tínhamos encontrado e todos nos felicitaram a mim e à Vera pela nossa coragem.
Miguel Andrade - 5º A - Cirurgião-Paleta à salvação!
Olá! Eu sou o peixe cirurgião-paleta, chamo-me Derek, alguns já me devem ter visto no filme “À procura de Nemo”, mas essa era a minha mãe, continuando… Sou eu o Derek e vou-vos falar de uma história parecida com a da minha mãe, foi assim…
Estava eu, no fundo do oceano Pacífico, quando ouvi o telemóvel a tocar, atendi e ouvi uma voz a gritar e logo a reconheci, era do meu amigo peixe palhaço chamado Nuno que estava no oceano Índico e que estava em apuros. Quando ia a dizer-me o que estava a acontecer, a chamada caiu.
Apressadamente, fui a nadar para o oceano Índico, era longe, e com alguns obstáculos perigosos.
Primeiro, passei pela floresta de Kelpo onde as plantas Kelpo eram enormes, mas com alguma agilidade, consegui passar. Depois foi o pior, “ALFORRECAS”, eram grandes e rosas, mas em vez de passar entre as pernas e braços, onde se apanham choques quando lhes tocamos, passei pelas cabeças, o que foi divertido.
De seguida, foi a corrente, onde eu fiquei contentíssimo, porque uma tartaruga disse-me que esta levava ao oceano Índico num instante, então saboreei a viagem, em cima de uma carapaça.
Quando cheguei, vi um tubarão a comer o meu amigo, no entanto, ele ainda o estava a pôr na boca, o que me dava 3 segundos, por isso, peguei num ramo de coral e bati na cabeça dele, como se não houvesse amanhã, fiz-lhe nódoas negras, que ele não se vai esquecer tão cedo!
Com os braços e pernas magoados, levei o Nuno para a corrente inversa de onde eu tinha vindo, por isso ia voltar para o oceano Pacífico.
Porém, quando cheguei a casa, estava muito cansado, mas quando fui para cama, senti que tinha feito algo espantoso e fantástico e dessa sensação nunca me esqueci.
Telefonei ao Nuno e disse-lhe:
-Grande aventura, hã?
-Sim e obrigadíssima.
-De nada.
E foi assim, adeus.
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