No âmbito da visita de estudo ao Oceanário realizada no passado dia 3, os alunos do 5ºano realizaram uma produção escrita, na qual se pretendia que inventassem uma história cujas personagens fossem animais dos oceanos pacífico e índico. Seguem as duas melhores histórias da turma C.
Bárbara Guerreiro - Uma Tarde Bem Cheia
Olá! Sou uma tartaruga verde e, ao contrário do que muita gente pensa, o nome da minha espécie deriva da cor da minha gordura e não da cor da minha carapaça. Mas, todas as pessoas acham o que será mais óbvio. Estou quase revestida por escamas pelo corpo inteiro e a minha carapaça é de forma oval.
Vocês, os humanos, pensam que nós não fazemos nada, mas até temos uns bons empregos. Eu cá trabalho numa equipa de salvamento. É difícil ser a capitã da minha própria equipa.
Ainda hoje recebi uma missão no Oceano índico. Tive de salvar uma tartaruga gigante. Posso contar como foi a missão:
Estava eu no meu quartel numa tarde fria de Inverno, a beber Chocolate Quente (as tartarugas não podem beber cafeína, caso contrário rebentam), quando recebi um alerta amarelo. Fui a nadar o mais depressa possível para salvar uma das últimas 300 tartarugas gigantes de ser capturada por mergulhadores.
Quando cheguei ao destino senti logo o cheiro a petróleo, que é a razão de essa espécie de tartaruga ter desaparecido ao longo dos anos.
Não me contive e necessitava mesmo de gritar. Não se podia acabar com um lugar tão bonito como aquele tirando todas as espécies que lá habitam. Não podia ficar de boca calada, por isso gritei o mais alto que pude:
- Ó mergulhador! Não sabes que isso é uma tartaruga? Não é um supermercado!
-Mas quem falou?!-respondeu o mergulhador, pasmado.
-Olha que isso é a minha tia e provavelmente já sabes que não se mete com pessoas da família!
Num instante o barco já estava a milhas dali.
-Obrigada por me salvares! Muito, muito obrigada!
-Não tens de agradecer tia! Bem… Na verdade apetecia-me daquelas tartes de sardinha e medusas que tu fazes…
-Claro. Porque não?
E assim eu comi a minha tarte de sardinha e medusas bastante feliz por ter salvo uma boa pasteleira.
Carolina Veiga Henriques - A Missão Salvamento
Olá! Chamo-me Titi e a minha espécie é o Peixe-Palhaço. Sou branco com riscas laranja e pretas, tenho o meu corpo coberto por escamas e sou alongado. Hoje vou descrever quando fui incumbido de ir salvar o meu primo Peixe-Balão que está a ser ameaçado. Ele é amarelo e quando se sente ameaçado engole água do mar e incha. Quando isso acontece significa que algo está a correr mal e ultimamente ele tem estado sempre inchado, portanto algo está a correr mal e eu preciso mesmo de o ajudar.
Como eu estava a dirigir-me pela primeira vez para o Oceano Índico e não sabia em que rua é que ele morava, escrevi-lhe uma carta a dizer: “Querido primo, queria dizer-te que me estou a dirigir aí para o teu oceano, só que eu não seu em que rua tu moras. Podes mandar-me a tua morada? Muitos beijinhos do teu primo Titi!”
Passados dois dias recebi uma carta a dizer a morada do meu primo. Fiquei muito feliz pois assim já podia ir salvá-lo. Fiz as malas, preparei um bom almoço e pus-me a caminho. Entretanto encontrei o Crocodilo Sabichão e perguntei-lhe:
- Olá, Crocodilo Sabichão, importas-te de me levar até ao Oceano Índico?
- Claro que não! – disse-me o Crocodilo Sabichão – Vá, sobre para as minhas costas e conta-me a razão que te leva a querer ir para o Oceano Índico.
- Está bem – disse-lhe eu. Quando comecei a contar a historieta ele olhou para mim espantado.
- Mas tu achas que consegues fazer isso sozinho? Eu vou é contigo!
E lá fui eu mais o Crocodilo Sabichão salvar o meu primo. Quando lá chegámos e batemos à porta ele ficou tão contente que esvaziou a água que tinha dentro de si e voltou ao normal.
- Que bom, que bom! – exclamou ele – Ainda bem que vieram pois os crocodilos pensam em atacar novamente daqui a dez minutos.
- O quê?! – exclamou o Crocodilo Sabichão – Crocodilos? Eu trato disso pois eles devem conhecer-me – disse tristemente o Crocodilo Sabichão.
- Vá, acalma-te – disse-lhe eu – eu ajudo-te. Além disso eles também são meus amigos e não podem comer assim os outros peixes.
Quando os crocodilos chegaram, eu e o Crocodilo Sabichão fomos até eles e explicámos que eles estavam a fazer mal ao procederem assim. Eles perceberam e foram pedir desculpa a todos os peixes que tinham magoado.
Todos os perdoaram e ficaram felizes, amigos e cheios de saúde. |